Praça Riachuelo

A histórica Praça Riachuelo, no bairro do Comércio, é uma homenagem aos heróis da Batalha de Riachuelo (1865), na Guerra do Paraguay (1864-1870) e fica em frente ao Palácio da Associação Comercial da Bahia, erguido por D. Marcos Noronha e Brito, VIII Conde dos Arcos de Val-de-Vez, último vice-rei do Brasil, que governou a Bahia de 30 de setembro de 1810 a 26 de janeiro de 1818. O Palácio foi palco de muitas homenagens prestadas pelos empresários da Bahia a personalidades famosas de nossa história, como o banquete oferecido ao Imperador D. Pedro II em 17 de novembro de 1859, ao jurista Ruy Barbosa no dia 12 de abril de 1919 e ao Presidente Washington Luis em 16 de agosto de 1926. Foi também o anfiteatro da solenidade ocorrida em 10 de fevereiro de 1871, quando o poeta Castro Alves recitou em público pela última vez.

A Praça Riachuelo foi construída em 1866, sem o Monumento. Algumas obras de complementação continuaram pelos anos seguintes. Era uma praça bem arborizada e iluminada com 24 lampiões a gás.

Inaugurado pomposamente em 23 de novembro de 1874, o Monumento Riachuelo, em estilo neoclássico, foi moldado na França, na fundição Leroux, com base no projeto do artista baiano João Francisco Lopes Rodrigues (1825-1893), que foi professor e diretor da Academia de Belas Artes da Bahia. Foi construído em mármore, bronze e ferro fundido, com altura total de 23 m. Em sua coluna estão relacionadas às batalhas da Guerra do Paraguay. O Anjo da Vitória, no alto do Monumento, tem inspiração nas esculturas das vitórias gregas, da Grécia antiga. No pedestal, há um grande medalhão de bronze no qual estão esculpidas as armas do Império.

As obras de instalação foram dirigidas pelo engenheiro francês José Revault, que era dono da fábrica de tecidos Modelo, em Salvador. Revault também participou da instalação dos chafarizes da Companhia do Queimado.

Até os anos 1930, o Monumento fazia parte de um conjunto com jardim, mas este foi removido para a passagem da Avenida Jequitai.